Adoro essa frase.
Falo bastante, inclusive, sempre pautado naquela velha idéia de que pode ser a última vez que vejo aquela pessoa viva...ou eu, né (i) CARALHO CADÊ MEU PONTO DE INTERROGAÇÃO (i)
E aí veem as formulações sobre como e por quê! Como amo (i) Por que amo (i) Será que eu tenho um jeito meio estúpido de ser e de dizer coisas que podem magoar e ofender (i) Será que sou o miguxo carinhoso e confidente de algum filho da puta (i)
Pensei muito nisso nos dois últimos dias que passei com meu filho e senti diferenças brutais nas sensações de amar as pessoas ao meu redor. Tinha ele, minha irmã, minha mãe, a outra irmã, minha muié e uns amiguitos mais chegados. E quando juntou essa turma toda, me peguei olhando em volta e classificando a parada toda! Classificação pra lá de torta e sem rumo...
mas da forma que fosse, sempre terminava na consciente afirmação interna de um belo e simples EU TE AMO.
E tem gente que economiza...alguns bem próximos, inclusive. Outros precisam de um leve empurrão: empurram goela abaixo uns litros de álcool ou um punhado de drogas, aí saem amando invertebradamente qualquer coisa. E se chegar a mim, fico honrado, dou aquele abraço meio saindo e digo o velho e bom EU TAMBÉM!
Fulanos acham que dizer isto é uma coisa séria demais. Demais é não amar ninguém. Não dizer nada, ficar se guardando. Como dizem os chineses: tá dentro, põe pra fora. Peida, arrota, tira meleca, bate punheta, caga gostoso, e diz EU TE AMO, cacete!
A pessoa que mais me emociona e que merece incontáveis gritos ao vento de EU TE AMO é meu bom e velho pai! Ele é um dos poucos que sempre me responde eu também, e que enche meu coração de ternura e meus olhos de lágrimas...
Saudades do bom velhinho.